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Referência

Glossário

302 termos de assinaturas digitais, certificados, tokens, protocolos e criptografia pós-quântica, cada um definido em poucas frases e ligado aos padrões que o especificam.

Exibindo 302 de 302

De A a Z

A

AAGUID (GUID de atestado do autenticador)
O identificador de 16 bytes nos dados atestados de uma credencial WebAuthn que indica o modelo do autenticador, como uma chave de segurança específica ou um gerenciador de senhas, e serve para buscar metadados e ícones.
ACME (gerenciamento automático de certificados)
O protocolo da RFC 8555, criado para o Let's Encrypt, em que um cliente comprova o controle de identificadores por meio de desafios e obtém certificados de uma CA sem intervenção humana.
AEAD (criptografia autenticada)
Um modo de criptografia simétrica que oferece confidencialidade e integridade em uma única operação e, além disso, autentica dados associados não criptografados, como cabeçalhos; a RFC 5116 o define de forma genérica.
AES-GCM
O AES no modo Galois/Counter (NIST SP 800-38D), o AEAD mais usado: criptografia em modo contador mais um autenticador GHASH, normalmente com um nonce de 96 bits e uma tag de 128 bits.
age (criptografia de arquivos)
Uma ferramenta e um formato de criptografia de arquivos, pequenos e modernos (age-encryption.org/v1), criados por Filippo Valsorda, que criptografam para destinatários X25519, SSH ou híbridos pós-quânticos ou para uma frase secreta, sem assinaturas e sem configuração.
Agilidade criptográfica
A capacidade de um sistema de trocar algoritmos criptográficos, tamanhos de chave e parâmetros sem ser reprojetado — por meio de negociação, configuração e inventário —, que a transição pós-quântica transforma de boa prática em necessidade.
alg (cabeçalho de algoritmo JOSE)
O parâmetro de cabeçalho JOSE que indica o algoritmo de assinatura ou de MAC de um JWS (por exemplo, ES256) ou o algoritmo de gerenciamento de chaves de um JWE (por exemplo, RSA-OAEP-256), registrado pela RFC 7518 e por RFCs posteriores.
alg none (JWS não protegido)
O valor de algoritmo JWS none (RFC 7518 §3.6), que indica um token não assinado com a parte da assinatura vazia e que um verificador nunca deve aceitar, a menos que espere explicitamente conteúdo não protegido.
Algoritmo de Grover
O algoritmo quântico de busca de Lov Grover, de 1996, que encontra um item marcado entre N em cerca de √N passos e, por isso, no máximo reduz à metade a segurança efetiva em bits das chaves simétricas e das pré-imagens de hash.
Algoritmo de Shor
O algoritmo quântico de Peter Shor, de 1994, que fatora inteiros e calcula logaritmos discretos em tempo polinomial e que, em um computador quântico grande e tolerante a falhas, quebraria RSA, Diffie–Hellman, ECDSA, EdDSA e ECDH.
Alinhamento de identificadores DMARC
A exigência do DMARC de que o domínio autenticado pelo SPF (o remetente do envelope) ou pelo DKIM (o domínio d=) corresponda ao domínio do cabeçalho From, seja exatamente (modo estrito), seja dentro do mesmo domínio organizacional (modo relaxado).
ALPN (negociação de protocolo de aplicação)
A extensão TLS da RFC 7301 em que o cliente oferece protocolos de aplicação, como h2 e http/1.1, e o servidor escolhe um dentro do handshake, evitando uma ida e volta extra na rede.
ARC (cadeia recebida autenticada)
O protocolo experimental da RFC 8617 (2019) em que cada intermediário que processa uma mensagem registra os resultados de autenticação que viu e os sela, para que o receptor final possa confiar em resultados que o encaminhamento ou as listas de discussão quebraram depois.
Armadura ASCII
A codificação de texto do OpenPGP que representa pacotes binários em base64 entre linhas como -----BEGIN PGP PUBLIC KEY BLOCK----- e -----END PGP PUBLIC KEY BLOCK----- (RFC 9580 §6.2).
ASN.1 (Abstract Syntax Notation One)
A linguagem do ITU-T X.680 para descrever estruturas de dados independentemente da sua codificação, usada para definir certificados X.509, CMS, chaves PKCS #8, OCSP, LDAP e protocolos de telecomunicações.
Assinatura às cegas (blind signing)
Aprovar uma transação ou mensagem cujo significado o dispositivo de assinatura não consegue mostrar, em geral apenas um hash ou o calldata bruto, de modo que o signatário precisa confiar no computador, possivelmente comprometido, que a preparou.
Assinatura com pré-hash (HashEdDSA, HashML-DSA)
Assinar um digest da mensagem em vez da própria mensagem, seja de forma implícita (ECDSA, RSA), seja por meio de variantes explicitamente distintas e com separação de domínio, como Ed25519ph e HashML-DSA.
Assinatura de código
A assinatura de executáveis, pacotes, scripts ou firmware para que sistemas operacionais, lojas de aplicativos e usuários possam verificar o editor e detectar adulterações, com certificados X.509, chaves de plataforma, OpenPGP ou Sigstore.
Assinatura de commits do Git
A assinatura de commits e tags do Git com chaves OpenPGP, SSH (desde o Git 2.34) ou X.509, para que plataformas de hospedagem e revisores possam verificar quem os criou; configurada com gpg.format e user.signingkey.
Assinatura de PDF
Uma assinatura digital incorporada a um arquivo PDF (ISO 32000-2) cujo /ByteRange cobre tudo, exceto o valor da assinatura; normalmente é uma assinatura CMS ou CAdES desanexada, com a cadeia de certificados e um carimbo do tempo.
Assinatura desanexada
Uma assinatura armazenada separadamente dos dados que assina — como um arquivo .sig ou .asc do OpenPGP, um arquivo SSHSIG ou uma assinatura CMS sem conteúdo encapsulado —, de modo que o arquivo original permanece inalterado.
Assinatura digital
Um valor calculado a partir de uma mensagem com uma chave privada que qualquer pessoa com a chave pública correspondente pode verificar, comprovando que a mensagem não foi alterada e que foi assinada pelo portador da chave.
Assinatura Schnorr
Um esquema de assinatura baseado no logaritmo discreto (Claus Schnorr, 1989) cuja resposta s = r + e·x é linear na chave, o que permite provas de segurança simples, verificação em lote e multiassinaturas nativas.
Assinatura sem chave (keyless)
O modelo de assinatura do Sigstore em que o signatário se autentica com uma identidade OIDC, obtém um certificado válido por alguns minutos para uma chave efêmera e se apoia em um log de transparência em vez de proteger uma chave privada de longa duração.
Assinatura XML (XML-DSig)
O padrão do W3C de assinatura de XML (XML Signature Syntax and Processing 1.1, 2013): um elemento ds:Signature referencia os dados assinados por URI, faz a canonicalização deles e assina um bloco SignedInfo de digests.
Assinaturas baseadas em hash
Esquemas de assinatura cuja segurança depende apenas de propriedades de uma função de hash, construídos a partir de assinaturas de uso único e árvores de Merkle: LMS e XMSS, com estado (SP 800-208), e SLH-DSA, sem estado (FIPS 205).
Assinaturas BLS
Assinaturas baseadas em emparelhamentos (Boneh, Lynn e Shacham, 2001), curtas, determinísticas e agregáveis nativamente, usadas sobretudo pelo consenso de prova de participação (proof-of-stake) do Ethereum na curva BLS12-381.
Assinaturas compostas
Assinaturas que combinam um algoritmo pós-quântico e um clássico sob uma única chave e um único identificador de algoritmo — por exemplo, ML-DSA-65 com ECDSA P-256 —, de modo que a assinatura só passa na verificação se os dois componentes passarem.
Assinaturas de limiar
Esquemas em que uma chave privada é dividida entre n participantes, de modo que quaisquer t deles possam produzir juntos uma única assinatura de aparência comum, enquanto nenhum grupo menor obtém informação alguma sobre a chave.
Assinaturas de mensagens HTTP
O padrão do IETF (RFC 9421, fevereiro de 2024) para assinar componentes selecionados de uma requisição ou resposta HTTP, com a assinatura transportada nos campos de cabeçalho Signature-Input e Signature.
Assinaturas hedged
Forma de assinar em que o nonce de cada assinatura é derivado da chave privada e da mensagem junto com aleatoriedade nova, de modo que o esquema continua seguro se o gerador de números aleatórios ou a derivação determinística sofrer um ataque.
Ataque de canal lateral
Um ataque que obtém segredos a partir do comportamento físico ou temporal de uma computação — tempo de execução, acessos ao cache, consumo de energia, emissões eletromagnéticas ou reação a falhas induzidas —, e não a partir de suas entradas e saídas.
Ataque de curva inválida
Um ataque em que a outra parte envia um ponto que não está na curva acordada, de modo que uma implementação que pula a validação de pontos faz os cálculos em uma curva mais fraca e vaza sua chave privada aos poucos.
Ataque de extensão de comprimento
Um ataque a hashes de Merkle–Damgård, como MD5, SHA-1, SHA-256 e SHA-512, que calcula H(segredo ‖ m ‖ padding ‖ m′) a partir de H(segredo ‖ m) e do comprimento de segredo ‖ m, sem conhecer o segredo.
Ataque de repetição de DKIM (DKIM replay)
O reenvio de uma mensagem com assinatura DKIM legítima, sem alterações, a muitos destinatários novos para que ela carregue a reputação do domínio signatário, algo que o DKIM não consegue impedir porque a assinatura não cobre o envelope SMTP.
Atestado (WebAuthn)
Uma declaração, assinada pela chave de atestado do autenticador no registro, que informa à parte confiável que tipo de autenticador criou uma credencial, para que ela possa aplicar políticas de dispositivo.
aud (claim de público-alvo)
A claim registrada do JWT (RFC 7519 §4.1.3) que indica os destinatários a que o token se destina, como string ou array de strings; cada destinatário deve verificar se ela contém o próprio identificador.
Autenticador (FIDO/WebAuthn)
O componente que guarda credenciais WebAuthn e produz assinaturas — um autenticador de plataforma integrado ao dispositivo, uma chave de segurança portátil ou um gerenciador de credenciais que sincroniza chaves de acesso.
Authenticode
O formato de assinatura de código da Microsoft para executáveis, drivers, instaladores e scripts do Windows: um SignedData PKCS #7 sobre um hash do arquivo, incorporado à tabela de certificados do PE e, em geral, com carimbo do tempo.

Á

Árvore de Merkle
Uma árvore binária de hashes em que cada nó interno é o hash dos seus dois filhos, de modo que um único hash raiz vincula todas as folhas, e a inclusão de um item ou o crescimento só por acréscimo podem ser demonstrados com provas de tamanho logarítmico.

B

Base64url
O alfabeto base64 seguro para URLs e nomes de arquivo da RFC 4648 §5, que substitui + e / por - e _ e, no JOSE, omite o padding =; todas as partes de um JWT são codificadas em base64url.
Baseline Requirements (requisitos básicos, BR)
As regras do CA/Browser Forum para a emissão e a gestão de certificados TLS de servidor publicamente confiáveis, que abrangem métodos de validação, perfis de certificado, vida útil, revogação e operações das CAs.
Basic Constraints (restrições básicas)
A extensão X.509 (OID 2.5.29.19) cujo campo cA indica se um certificado pertence a uma CA autorizada a assinar outros certificados, com um pathLenConstraint opcional que limita quantas CAs podem vir depois dela na cadeia.
Bearer token
Um token de acesso que concede acesso a quem o apresentar, sem prova de posse de nenhuma chave (RFC 6750), normalmente enviado como Authorization: Bearer seguido do token.
BIMI (indicadores de marca no e-mail)
Um esquema de registro DNS e certificado, ainda um Internet-Draft da IETF, que permite a um domínio com DMARC restritivo (quarentena ou rejeição) exibir o próprio logotipo ao lado das mensagens em serviços de e-mail compatíveis, como Gmail, Yahoo e Apple Mail.
BIP-32 (carteiras determinísticas hierárquicas)
O padrão do Bitcoin para derivar uma árvore de chaves a partir de uma única semente com HMAC-SHA512 e códigos de cadeia, de modo que um só backup cubra todos os endereços e as chaves públicas estendidas possam derivar endereços de recebimento sem chaves privadas.
BIP-39 (frases mnemônicas de recuperação)
O padrão que codifica a entropia de uma carteira como 12 a 24 palavras de uma lista de 2.048 palavras e converte a frase, com PBKDF2-HMAC-SHA512 (2.048 iterações), na semente de 64 bytes usada pela BIP-32.
BIP-137 (formato de mensagem assinada)
O formato de assinatura de mensagens do Bitcoin que usa uma assinatura ECDSA recuperável de 65 bytes cujo byte de cabeçalho codifica tanto o ID de recuperação quanto o tipo de endereço: 27–30 P2PKH não comprimido, 31–34 comprimido, 35–38 P2SH-P2WPKH, 39–42 P2WPKH.
BIP-322 (formato genérico de mensagem assinada)
O padrão de assinatura de mensagens do Bitcoin que prova o controle de qualquer tipo de endereço, incluindo SegWit, Taproot e multisig, assinando uma transação virtual que gasta os fundos do endereço.
BIP-340 (assinaturas Schnorr na secp256k1)
A especificação do Bitcoin de assinaturas Schnorr de 64 bytes na secp256k1, com chaves públicas x-only de 32 bytes e hashes com tag, usada por Taproot e Nostr.
BLAKE2
Uma família de funções de hash rápidas (BLAKE2b para plataformas de 64 bits, com digests de até 64 bytes, e BLAKE2s para 32 bits, com até 32 bytes), especificada na RFC 7693 e usada no Argon2, no WireGuard, no PASETO e na libsodium.

C

C2PA (credenciais de conteúdo)
O padrão da Coalition for Content Provenance and Authenticity para manifestos de proveniência assinados, incorporados a imagens, vídeos, áudios e documentos, que registram quem criou ou editou o conteúdo e com quais ferramentas, inclusive geração por IA.
CA (autoridade certificadora)
Uma organização ou serviço que emite e assina certificados após verificar que o solicitante controla os nomes ou a identidade que o certificado vai atestar.
CA intermediária
Um certificado de CA, assinado por uma raiz ou por outra intermediária, cuja chave emite certificados de entidade final; assim, a chave raiz pode ficar offline.
CA raiz (certificado raiz)
Um certificado de CA autoassinado em que os verificadores confiam diretamente por vir no root store: a âncora em que todo caminho de certificação deve terminar.
CA/Browser Forum
O órgão voluntário de autoridades certificadoras e de fornecedores de navegadores e sistemas operacionais que redige os Baseline Requirements e outras regras para certificados TLS, S/MIME e de assinatura de código publicamente confiáveis.
CAA (autorização de autoridade certificadora)
Um tipo de registro DNS (RFC 8659) com o qual o titular de um domínio lista as CAs autorizadas a emitir certificados para seus nomes, e que toda CA pública deve verificar antes da emissão.
Cabeçalho DKIM-Signature
O campo de cabeçalho (RFC 6376 §3.5) que transporta uma assinatura DKIM em pares tag=valor, entre eles v, a, c, d, s, h, bh e b e as tags opcionais i, l, t e x.
Cadeia de certificados
A sequência ordenada de certificados que vai de um certificado de entidade final (folha), passando por um ou mais certificados de CA intermediária, até uma raiz confiável, cada um assinado pelo seguinte.
Canonicalização
A transformação de dados em uma única representação em bytes acordada antes de calcular o hash ou assinar, para que entradas semanticamente iguais (com diferenças de espaços em branco, ordem das chaves, prefixos de namespace ou dobramento de cabeçalhos) produzam a mesma entrada para a assinatura.
Canonicalização DKIM
Os dois algoritmos, simple e relaxed (RFC 6376 §3.4), que normalizam os cabeçalhos e o corpo de uma mensagem antes do cálculo do hash do DKIM, escolhidos de forma independente para os cabeçalhos e para o corpo com a tag c=.
Carimbo do tempo confiável (RFC 3161)
Obter de uma autoridade de carimbo do tempo um token assinado que vincula o hash de dados a um horário confiável, para que se possa provar que uma assinatura é anterior à expiração ou à revogação de um certificado.
Carteira de hardware (hardware wallet)
Um dispositivo dedicado que guarda as chaves da carteira em um elemento seguro ou em um microcontrolador isolado, mostra os detalhes da transação na própria tela e só assina depois de uma confirmação física.
Categoria de segurança pós-quântica do NIST
Um dos cinco níveis de força que o NIST define para conjuntos de parâmetros pós-quânticos por comparação com a quebra do AES ou do SHA-2/SHA-3: categoria 1 ≈ busca de chave do AES-128, 3 ≈ AES-192, 5 ≈ AES-256, com 2 e 4 atrelados a colisões de SHA-256 e SHA3-384.
CBOM (lista de materiais criptográficos)
Um inventário legível por máquina dos ativos criptográficos de um sistema — algoritmos, chaves, certificados, protocolos e bibliotecas, com seus parâmetros —, usado para planejar e acompanhar migrações como a transição para a criptografia pós-quântica.
Certificado (certificado de chave pública)
Uma declaração assinada por um emissor de que determinada chave pública pertence a um titular nomeado, válida por tempo limitado e para finalidades declaradas, na maioria das vezes no formato X.509.
Certificado autoassinado
Um certificado cujo emissor e cujo titular coincidem e cuja assinatura foi feita com a própria chave privada; por isso, só é confiável onde foi instalado como âncora de confiança.
Certificado curinga
Um certificado com um Subject Alternative Name como *.example.com, que cobre qualquer rótulo único nessa posição, por exemplo, www.example.com, mas não example.com nem a.b.example.com.
Certificado de curta duração
Um certificado com validade tão curta — no máximo 7 dias para certificados TLS públicos emitidos desde 15 de março de 2026 — que simplesmente expira, em vez de depender de verificações de revogação.
Certificado SSH
Uma declaração assinada própria do OpenSSH (não X.509) em que a chave de uma autoridade certificadora vincula a chave pública de um usuário ou de um host a principals (nomes autorizados), a uma janela de validade e a opções, dispensando a distribuição de chaves individuais.
Certificados em árvore de Merkle (MTC)
Um modelo de certificado em padronização na IETF, em que a CA registra cada emissão em uma árvore de Merkle e os clientes verificam uma prova de inclusão curta, em vez de grandes assinaturas pós-quânticas.
Certificate Transparency (CT)
O sistema de logs públicos, baseados em árvores de Merkle e somente de acréscimo (RFC 6962), aos quais as CAs enviam todos os certificados TLS publicamente confiáveis, para que os donos de domínios e os monitores possam detectar certificados emitidos indevidamente.
ChaCha20-Poly1305
O AEAD que combina a cifra de fluxo ChaCha20 com o autenticador Poly1305 (RFC 8439): chaves de 256 bits, nonces de 96 bits e tags de 128 bits, rápido em software sem hardware de AES.
Chave de acesso (passkey)
Uma credencial detectável FIDO2/WebAuthn — um par de chaves vinculado a um único site ou app, desbloqueado com a biometria, o PIN ou a senha do dispositivo — que substitui a senha por uma assinatura resistente a phishing.
Chave de host SSH
O par de chaves de longo prazo com o qual um servidor SSH assina cada troca de chaves, comprovando sua identidade aos clientes que registraram a chave pública no known_hosts ou que confiam em uma CA que a certificou.
Chave fraca
Uma chave mais fácil de quebrar do que seu tamanho nominal indica, devido a um gerador falho, pouca entropia, um defeito estrutural ou reúso entre dispositivos.
Chave OpenPGP v6
O formato de chave introduzido pela RFC 9580, com impressões digitais SHA-256 de 32 bytes, algoritmos Ed25519/X25519/Ed448/X448 nativos e assinaturas v6 com salt, que substitui as chaves v4 da RFC 4880, baseadas em SHA-1.
Chave privada
A metade secreta de um par de chaves assimétrico, usada para assinar, descriptografar ou fazer acordo de chaves; quem a possui pode agir como o dono dela, por isso ela nunca deve sair desprotegida do seu limite de confiança.
Chave pública
A metade de um par de chaves assimétrico que pode ser compartilhada livremente e serve para verificar assinaturas, criptografar dados para o portador da chave privada correspondente ou fazer acordo de chaves com ele.
Cipher suite
Uma combinação nomeada de algoritmos criptográficos usada por uma conexão TLS; no TLS 1.3, ela indica apenas o AEAD e o hash do handshake (por exemplo, TLS_AES_128_GCM_SHA256), enquanto os nomes do TLS 1.2 também fixavam a troca de chaves e a autenticação.
ClientHello
A primeira mensagem do handshake TLS, enviada em texto claro, na qual o cliente lista as versões, as cipher suites, os grupos e os algoritmos de assinatura que aceita, além dos key shares e de extensões como o nome do servidor.
CMS (sintaxe de mensagens criptográficas)
O sucessor do PKCS #7 no IETF (RFC 5652) para dados assinados, envelopados e autenticados, usado pelo S/MIME, pelo Authenticode, pelas assinaturas de PDF, pelos carimbos do tempo da RFC 3161 e por muitos formatos de firmware.
CNSA 2.0
A Commercial National Security Algorithm Suite 2.0 (setembro de 2022), suíte de algoritmos da NSA que exige ML-KEM-1024, ML-DSA-87, LMS ou XMSS, AES-256 e SHA-384 ou SHA-512 nos sistemas de segurança nacional dos EUA, com prazos entre 2030 e 2035.
Cofator
A razão h = #E / n entre o número de pontos de uma curva elíptica e a ordem prima n do subgrupo usado na criptografia: 1 para as curvas P do NIST e para a secp256k1, 8 para a Curve25519 e 4 para a Curve448.
Coletar agora, descriptografar depois (HNDL)
A estratégia de gravar hoje o tráfego criptografado para descriptografá-lo quando um computador quântico conseguir quebrar a troca de chaves dele; é o motivo pelo qual a troca de chaves pós-quântica está sendo implantada antes de existirem computadores quânticos.
Compartilhamento de segredo de Shamir
O esquema de Adi Shamir (1979) que divide um segredo em n partes com um polinômio aleatório: quaisquer k delas o reconstroem e k − 1 não revelam nada.
Compressão de certificados TLS
A extensão do TLS 1.3 definida na RFC 8879 (compress_certificate, 27) que permite ao servidor comprimir sua cadeia de certificados com zlib, brotli ou zstd, em geral reduzindo-a em um terço ou mais.
Compressão de pontos
A codificação de um ponto de curva elíptica pela coordenada x mais um bit de y, em vez das duas coordenadas, o que reduz o tamanho da chave pública a cerca da metade, ao custo de uma raiz quadrada na decodificação.
Confusão de algoritmo (confusão de chave)
Uma falha de verificação em que a biblioteca deixa o cabeçalho alg do token escolher o algoritmo, de modo que uma chave destinada a um algoritmo é usada com outro — o caso clássico é uma chave pública RSA usada como segredo HS256.
COSE (assinatura e criptografia em CBOR)
O equivalente do JOSE em CBOR (RFC 9052 e RFC 9053) para assinaturas, MACs, criptografia e chaves, usado no WebAuthn, em habilitações mdoc, em CWTs e no C2PA.
cosign
A ferramenta de linha de comando do Sigstore que assina e verifica imagens de contêiner, blobs e atestados, seja com chaves, seja sem elas (keyless), com identidades OIDC e certificados de curta duração.
Credencial detectável (chave residente)
Uma credencial WebAuthn cuja chave privada e cujo identificador do usuário (user handle) ficam armazenados no autenticador, de modo que ela pode ser encontrada sem que o servidor envie antes um ID da credencial; é isso que permite entrar com uma chave de acesso sem digitar o nome de usuário.
Credencial verificável
Um conjunto de claims sobre um titular, assinado por um emissor e guardado pelo titular em uma carteira, em que qualquer adulteração é detectável e que um verificador pode conferir sem contatar o emissor; padronizado em vários formatos (W3C VC, SD-JWT VC, mdoc).
Criptografia baseada em reticulados
Criptografia construída sobre problemas difíceis em reticulados de alta dimensão, como o Learning With Errors (aprendizado com erros) e o problema Short Integer Solution (solução inteira curta), a base do ML-KEM, do ML-DSA e do FN-DSA.
Criptografia pós-quântica (PQC)
Algoritmos de chave pública projetados para continuar seguros diante de computadores quânticos de grande porte, como ML-KEM, ML-DSA e SLH-DSA (FIPS 203–205, 2024), que substituem os esquemas RSA, Diffie–Hellman e de curva elíptica.
CRL (lista de certificados revogados)
Uma lista de números de série de certificados revogados, assinada e publicada periodicamente por uma CA (RFC 5280 §5), que os verificadores baixam para checar a revogação sem consultar a CA a cada certificado.
CRLite
O mecanismo de revogação do Firefox que comprime o status de revogação de todos os certificados registrados no Certificate Transparency em filtros compactos, que o navegador baixa e consulta localmente.
CSPRNG (gerador de números aleatórios seguro)
Um gerador de números aleatórios cuja saída não pode ser prevista nem distinguida da aleatoriedade verdadeira, mesmo por um atacante que viu saídas anteriores; é necessário para chaves, nonces, salts e tokens.
CSR (solicitação de assinatura de certificado)
Uma mensagem PKCS #10 (RFC 2986) com um nome de titular, uma chave pública e atributos solicitados, assinada com a chave privada correspondente para provar a posse dela, que uma CA transforma em certificado.
CTAP (protocolo entre cliente e autenticador)
O protocolo da FIDO Alliance entre um cliente (navegador ou sistema operacional) e um autenticador externo, por USB HID, NFC, Bluetooth ou pelo transporte híbrido via celular, com comandos codificados em CBOR, como authenticatorMakeCredential.
Curva elíptica
O conjunto de pontos que satisfazem uma equação cúbica, como y² = x³ + ax + b, sobre um campo finito, com uma lei de adição de pontos que forma o grupo usado pelo ECDSA, pelo EdDSA e pelo ECDH.
Curvas Brainpool
Uma família de curvas elípticas com parâmetros pseudoaleatórios verificáveis (RFC 5639, 2010), preferida por perfis governamentais da Alemanha e de outros países europeus como alternativa às curvas do NIST.
Curve25519
A curva de Montgomery y² = x³ + 486662x² + x sobre o primo 2²⁵⁵ − 19, proposta por Daniel J. Bernstein em 2005, base da troca de chaves X25519 e, na forma de Edwards, das assinaturas Ed25519.
CWT (CBOR Web Token)
O equivalente do JWT em CBOR (RFC 8392): um conjunto de claims codificado em mapa CBOR com chaves inteiras, protegido por assinatura, MAC ou criptografia COSE.

D

Dados do autenticador
A estrutura binária presente em toda resposta WebAuthn: o SHA-256 de 32 bytes do RP ID, um byte de flags, um contador de assinaturas de 4 bytes e, opcionalmente, os dados atestados da credencial e as saídas de extensões em CBOR.
DANE (autenticação de entidades via DNS)
O uso de registros TLSA assinados com DNSSEC (RFC 6698, RFC 7671) para declarar qual certificado ou chave pública um serviço TLS deve apresentar, junto com as CAs públicas ou no lugar delas.
DER (Distinguished Encoding Rules)
A codificação binária canônica do ASN.1, definida na ITU-T X.690, que dá a cada valor exatamente uma representação em bytes; é por isso que certificados, CSRs, CRLs, chaves e muitas assinaturas são codificados em DER.
Desafio dns-01 do ACME
O método de validação de domínio do ACME em que o cliente publica em _acme-challenge.domain um registro TXT com base64url(SHA-256(autorização de chave)), o único método ACME capaz de validar nomes curinga.
Desafio http-01 do ACME
O método de validação de domínio do ACME em que o cliente disponibiliza a autorização de chave em http://domain/.well-known/acme-challenge/token na porta 80 e a CA a busca a partir de várias perspectivas de rede.
DID (identificador descentralizado)
Uma URI da forma did:method:identifier (W3C DID Core 1.0, 2022) que é resolvida para um documento DID com chaves públicas e endpoints de serviço e é controlada pelo seu titular, e não por um registro central.
Digest (resumo da mensagem)
A saída de tamanho fixo de uma função de hash criptográfica aplicada a um conjunto de dados, usada como identificador compacto e resistente a colisões desses dados e como a entrada que a maioria dos esquemas de assinatura de fato assina.
DKIM (e-mail identificado por DomainKeys)
O padrão de autenticação de e-mail da RFC 6376 em que o domínio remetente assina cabeçalhos selecionados e o corpo de uma mensagem e publica a chave pública no DNS, para que os receptores possam verificar se a mensagem veio desse domínio sem alterações.
DMARC
Autenticação, relatórios e conformidade de mensagens baseados em domínio (Domain-based Message Authentication, Reporting and Conformance; RFC 9989, maio de 2026): uma política DNS que exige que o SPF ou o DKIM passem com alinhamento ao domínio From visível e diz aos receptores o que fazer com as mensagens que falham.
DNSSEC
As extensões de segurança do DNS (DNS Security Extensions, RFC 4033–4035), que assinam os conjuntos de registros DNS para que resolvedores validadores possam verificar se as respostas vêm sem modificações do dono da zona, numa cadeia que parte da chave da zona raiz.
DoH (DNS sobre HTTPS)
O protocolo da RFC 8484 que transporta consultas e respostas DNS em requisições HTTPS (tipo de mídia application/dns-message), escondendo-as de observadores no caminho e permitindo que aplicações web resolvam nomes diretamente.
DPoP (demonstração de prova de posse)
O mecanismo OAuth da RFC 9449 que vincula tokens de acesso e tokens de atualização a uma chave mantida pelo cliente: cada requisição leva um novo JWT de prova DPoP assinado, de modo que um token roubado, sozinho, não serve para nada.
DSA (algoritmo de assinatura digital)
O algoritmo de assinatura do FIPS 186 (1994) baseado no logaritmo discreto em campos finitos, retirado pelo FIPS 186-5 em 2023 para novas assinaturas e mantido apenas para verificar as existentes.

E

ECDH (Diffie–Hellman de curva elíptica)
Acordo de chaves em que cada parte combina a própria chave privada de curva elíptica com a chave pública da outra para calcular o mesmo segredo compartilhado, a coordenada x de d_A·d_B·G.
ECDH-ES (acordo de chaves do JWE)
A família de gerenciamento de chaves do JWE (RFC 7518 §4.6) em que o remetente gera uma chave EC efêmera, estabelece um segredo com a chave estática do destinatário e deriva a chave de conteúdo com o Concat KDF.
ECDHE (DH efêmero de curva elíptica)
Diffie–Hellman de curva elíptica com pares de chaves novos a cada handshake, a troca de chaves que dá forward secrecy ao TLS; no TLS 1.3, ele roda sobre x25519, secp256r1 e grupos semelhantes.
ECDLP (logaritmo discreto em curvas elípticas)
O problema de encontrar o escalar d a partir dos pontos G e Q = d·G de uma curva elíptica, cuja dificuldade é a premissa de segurança por trás do ECDSA, do EdDSA, do ECDH e das assinaturas Schnorr.
ECDSA (assinatura digital de curva elíptica)
A variante do DSA em curvas elípticas, especificada no FIPS 186-5 e no SEC 1, cuja assinatura é um par de inteiros (r, s) calculado com um escalar privado e um nonce secreto novo.
ECH (Encrypted Client Hello)
A extensão do TLS 1.3 da RFC 9849 que criptografa o ClientHello real, incluindo o nome do servidor, com uma chave publicada no DNS, deixando visível para a rede apenas um nome público compartilhado.
ecrecover
O contrato pré-compilado do Ethereum no endereço 0x01 (e a função ecrecover do Solidity) que recupera o endereço do signatário a partir de um hash de 32 bytes e de uma assinatura ECDSA (v, r, s) na secp256k1.
Ed448
O EdDSA na curva Edwards448 “Goldilocks” com SHAKE256 (RFC 8032 §5.2): cerca de 224 bits de segurança, chaves públicas de 57 bytes e assinaturas de 114 bytes.
Ed25519
EdDSA na forma de Edwards da Curve25519 com SHA-512 (RFC 8032 §5.1): chave pública de 32 bytes, assinatura determinística de 64 bytes e segurança de ~128 bits.
EdDSA (assinatura digital de curva de Edwards)
Um esquema de assinatura no estilo Schnorr sobre curvas de Edwards torcidas, definido na RFC 8032 e aprovado no FIPS 186-5, cujas duas instâncias padrão são o Ed25519 e o Ed448.
eIDAS
O regulamento da UE sobre identificação eletrônica e serviços de confiança (nº 910/2014, alterado pelo Regulamento 2024/1183), segundo o qual as assinaturas eletrônicas qualificadas têm o efeito jurídico das assinaturas manuscritas.
EIP-155 (proteção contra repetição)
A mudança de 2016 no Ethereum (Spurious Dragon, bloco 2.675.000) que inclui o ID da cadeia no hash de assinatura da transação e no valor v (v = chainId × 2 + 35 ou 36), de modo que uma transação feita para uma cadeia é inválida nas outras.
EIP-191 (padrão de dados assinados)
A convenção do Ethereum segundo a qual as mensagens assinadas começam com o byte 0x19 e um byte de versão, para que nunca possam ser transações válidas; a versão 0x45 é o formato personal_sign usado pela maioria das carteiras.
EIP-712 (assinatura de dados tipados)
O padrão do Ethereum para calcular o hash de dados tipados estruturados e assiná-los com um separador de domínio, de modo que as carteiras possam exibir os campos aos usuários e as assinaturas não possam ser repetidas em outros contratos ou cadeias.
EIP-7702 (definir código para EOAs)
A atualização do Ethereum, ativa desde o hard fork Pectra, em 7 de maio de 2025, que permite que uma conta de propriedade externa (EOA) delegue seu código a um contrato por meio de uma autorização assinada em uma transação do tipo 0x04.
Encapsulamento de assinatura XML (XSW)
Uma classe de ataques contra mensagens com assinatura XML em que o atacante move o elemento assinado e insere um falsificado, de modo que a assinatura continua sendo verificada sobre o original enquanto a aplicação processa a falsificação.
Endereço Bitcoin
Uma codificação legível por pessoas de um script de saída do Bitcoin: P2PKH (1…) e P2SH (3…) legados em Base58Check, SegWit v0 (bc1q…) em bech32 e Taproot (bc1p…) em bech32m.
Endereço Ethereum
Um identificador de conta de 20 bytes: nas contas de propriedade externa, os últimos 20 bytes do hash Keccak-256 da chave pública não comprimida de 64 bytes da secp256k1, sem o prefixo 0x04, escrito como 0x seguido de 40 dígitos hexadecimais.
ERC-1271 (validação de assinatura por contrato)
O padrão do Ethereum pelo qual as contas de contrato inteligente validam assinaturas: o verificador chama isValidSignature(bytes32 hash, bytes signature) e considera válido o valor de retorno 0x1626ba7e.
ES256
O algoritmo JWS de ECDSA na curva P-256 com SHA-256 (RFC 7518 §3.4), cuja assinatura tem exatamente 64 bytes de r‖s bruto, não DER; no COSE, é o algoritmo −7.
Esquemas de assinatura de APK (v1–v4)
Os formatos de assinatura de apps do Android: v1, assinatura JAR; v2 (Android 7.0) e v3 (Android 9, rotação de chaves), assinaturas do arquivo inteiro no bloco de assinatura do APK; v3.1 (Android 13), rotação direcionada; e v4 (Android 11), para instalações incrementais.
EUDI Wallet (carteira digital de identidade)
A carteira digital de identidade que todo Estado-membro da UE deve oferecer aos cidadãos segundo o Regulamento (UE) 2024/1183 (eIDAS 2), com dados de identificação pessoal e atestados nos formatos SD-JWT VC e mdoc.
exp (claim de data de expiração)
A claim registrada do JWT (RFC 7519 §4.1.4) que indica o momento, em segundos desde a época Unix, a partir do qual o token não deve ser aceito.
Extended Key Usage (EKU)
A extensão X.509 (OID 2.5.29.37) que lista as finalidades de aplicação para as quais a chave de um certificado pode servir, como id-kp-serverAuth, id-kp-clientAuth, id-kp-codeSigning ou id-kp-emailProtection.
Extensão Key Usage (uso da chave)
A extensão X.509 (OID 2.5.29.15) cujos bits restringem o que uma chave certificada pode fazer: digitalSignature, contentCommitment, keyEncipherment, keyAgreement, keyCertSign, cRLSign e outros.
Extensão key_share
A extensão do TLS 1.3 (51) que transporta os valores públicos efêmeros do cliente para um ou mais grupos e a resposta única do servidor, permitindo concluir a troca de chaves na primeira ida e volta.
Extensão signature_algorithms
A extensão do TLS (13) na qual o cliente ou o servidor lista os esquemas de assinatura que aceita, como ecdsa_secp256r1_sha256, rsa_pss_rsae_sha256 e ed25519, enquanto a signature_algorithms_cert (50) cobre separadamente as assinaturas de certificados.

F

Falcon (FN-DSA)
Um esquema de assinatura compacto baseado em reticulados NTRU, selecionado pelo NIST em 2022 e em padronização como FN-DSA no FIPS 206, que ainda era um rascunho em outubro de 2026.
FIDO2
O nome abrangente que a FIDO Alliance dá à autenticação sem senha por chave pública, formada pela API WebAuthn do W3C e pelo protocolo entre cliente e autenticador da FIDO (CTAP 2.x).
FIPS 140-3
O padrão dos Estados Unidos e do Canadá para módulos criptográficos (2019, alinhado à ISO/IEC 19790), sob o qual o CMVP valida módulos de hardware e de software nos níveis de segurança 1 a 4.
Fixação de certificado ou de chave pública
Restringir a um conjunto fixo os certificados ou as chaves públicas que um cliente aceita para um host, além da habitual validação da cadeia, comparando hashes da chave de uma CA, de um certificado intermediário ou da própria chave do servidor.
Flags SIGHASH
O byte anexado a uma assinatura Bitcoin que seleciona quais partes da transação ela cobre: ALL (0x01), NONE (0x02), SINGLE (0x03), opcionalmente combinadas com ANYONECANPAY (0x80), além do padrão 0x00 do Taproot.
Formato de assinatura r‖s bruto (IEEE P1363)
A codificação de tamanho fixo de uma assinatura ECDSA ou DSA como r e s concatenados, cada um completado com zeros à esquerda até o comprimento em bytes da ordem do grupo, usada por JOSE, COSE, WebCrypto e muitas APIs de HSM.
Formato de chave PKCS #1
As estruturas ASN.1 RSAPublicKey e RSAPrivateKey, exclusivas do RSA, do Apêndice A da RFC 8017, armazenadas em PEM como -----BEGIN RSA PUBLIC KEY----- e -----BEGIN RSA PRIVATE KEY-----.
Formato de chave privada do OpenSSH
O contêiner openssh-key-v1, que o ssh-keygen grava por padrão desde o OpenSSH 7.8 (2018), armazenado como -----BEGIN OPENSSH PRIVATE KEY----- e criptografado com uma KDF baseada em bcrypt quando há uma frase secreta definida.
Forward secrecy
A propriedade de que o comprometimento de chaves de longo prazo, como a chave do certificado de um servidor, não expõe sessões passadas, obtida ao derivar as chaves de cada sessão de valores de uma troca de chaves efêmera, que depois são descartados.
Função de hash criptográfica
Uma função que mapeia uma entrada de qualquer tamanho para um digest de tamanho fixo, de modo que encontrar uma pré-imagem, uma segunda pré-imagem ou qualquer colisão seja computacionalmente inviável.

H

Handshake TLS
A troca inicial de uma conexão TLS, na qual cliente e servidor combinam os parâmetros, executam uma troca de chaves, fazem a autenticação (em geral, do servidor, pelo certificado dele) e derivam as chaves de tráfego.
Hash de senhas
Armazenar uma senha como a saída de uma função deliberadamente lenta, com salt e, de preferência, com uso intensivo de memória (memory-hard), como Argon2id, scrypt, bcrypt ou PBKDF2, para que um banco de dados roubado resista a tentativas de adivinhação offline.
HKDF
A função de derivação de chave da RFC 5869, baseada em HMAC e no modelo extrair e expandir, que transforma um segredo compartilhado, como a saída de um ECDH, em uma ou mais chaves uniformemente aleatórias vinculadas a uma string de contexto.
HMAC
O código de autenticação de mensagem baseado em hash com chave da RFC 2104 e do FIPS 198-1, calculado como H((K ⊕ opad) ‖ H((K ⊕ ipad) ‖ m)), que comprova a integridade e a origem para quem compartilha a chave secreta.
HQC (Hamming quase cíclico)
Um mecanismo de encapsulamento de chave baseado em códigos que o NIST selecionou em 11 de março de 2025 como reserva do ML-KEM, previsto como FIPS 207; o rascunho da norma ainda não tinha sido publicado até outubro de 2026.
HS256
O algoritmo JWS de HMAC com SHA-256 (RFC 7518 §3.2), em que o emissor e o verificador compartilham uma mesma chave secreta de pelo menos 256 bits, de modo que qualquer um que consiga verificar um token também consegue emitir um.
HSM (módulo de segurança de hardware)
Um dispositivo ou serviço de nuvem resistente a adulteração que gera e armazena chaves e executa operações criptográficas dentro do próprio perímetro, de modo que as chaves privadas não podem ser exportadas em texto claro.
HSTS (HTTP Strict Transport Security)
O cabeçalho de resposta HTTP da RFC 6797 que instrui os navegadores a usar só HTTPS com um host durante um tempo definido, a impedir que o usuário ignore avisos de erro de certificado e a converter automaticamente qualquer link http:// em https://.

I

Impressão digital da JWK (JWK thumbprint)
Um hash dos membros obrigatórios de uma JWK em uma forma canônica de JSON (RFC 7638), normalmente SHA-256 codificado em base64url, usado como ID de chave estável em valores de kid, vínculos DPoP e no ACME.
Impressão digital de chave ou certificado
Um hash curto de uma chave pública ou de um certificado, usado para identificar e comparar chaves e certificados visualmente ou em configurações, como o SHA256:… das chaves SSH ou o SHA-256 dos bytes DER de um certificado.
in-toto
Um framework graduado na CNCF para declarações assinadas sobre a cadeia de suprimentos, cujo formato de atestado — um Statement que vincula digests de artefatos a um predicado tipado — transporta atestados de proveniência SLSA e de SBOM.
Informações de renovação do ACME (ARI)
A extensão do ACME da RFC 9773 (junho de 2025) pela qual a CA informa aos clientes a janela recomendada para renovar cada certificado, para que a CA possa distribuir a carga e pedir renovação antecipada antes de revogações em massa.
iss (claim de emissor)
A claim registrada do JWT (RFC 7519 §4.1.1) que identifica quem emitiu um token; o verificador deve compará-la exatamente com o emissor cujas chaves usou para verificar a assinatura.

J

JA4 (impressão digital de cliente TLS)
O método da FoxIO, de 2023, para gerar impressões digitais de clientes TLS a partir do ClientHello — protocolo, versão, SNI, contagens e hashes ordenados das cipher suites e das extensões —, projetado para continuar estável quando os navegadores embaralham a ordem das extensões.
JOSE (assinatura e criptografia em JSON)
A família de formatos do IETF baseados em JSON para assinar, criptografar e representar chaves — JWS, JWE, JWK, JWA e JWT (RFC 7515–7519) — e o grupo de trabalho que os mantém.
JWA (JSON Web Algorithms)
A RFC 7518, que define os identificadores e os parâmetros de algoritmo usados por JWS, JWE e JWK, como HS256, RS256, ES256, PS256, RSA-OAEP, ECDH-ES e A256GCM.
JWE (JSON Web Encryption)
O formato JOSE da RFC 7516 para conteúdo criptografado, cuja forma compacta tem cinco partes — cabeçalho, chave criptografada, IV, texto cifrado e tag — e que separa o gerenciamento de chaves (alg) da criptografia do conteúdo (enc).
JWK (JSON Web Key)
A representação em JSON de uma chave criptográfica, definida na RFC 7517, com membros como kty, crv, x, y, n e “e” nas chaves públicas e d na parte privada.
JWKS (JSON Web Key Set)
Um objeto JSON com JWKs públicas no array keys, em geral no jwks_uri do emissor, para que partes confiáveis verifiquem tokens e acompanhem a rotação de chaves.
JWS (JSON Web Signature)
O formato JOSE da RFC 7515 para conteúdo assinado ou protegido por MAC com parâmetros descritos em JSON, serializado de forma compacta como header.payload.signature ou como JSON com várias assinaturas.
JWT (JSON Web Token)
Um token compacto e seguro para URLs (RFC 7519) que transporta um objeto JSON de claims, assinado como JWS ou criptografado como JWE, usado em tokens de ID, tokens de acesso e muitas sessões de API.

K

Keccak-256
O hash Keccak original, com saída de 256 bits e o padding anterior à padronização, usado pelo Ethereum em endereços, seletores de função e hashes de assinatura; não é a mesma função que o SHA3-256 do FIPS 202.
KEM (mecanismo de encapsulamento de chave)
Uma primitiva de chave pública em que o Encaps transforma uma chave pública em um segredo compartilhado aleatório mais um texto cifrado e o Decaps recupera o segredo com a chave privada; substitui o Diffie–Hellman na troca de chaves pós-quântica.
kid (ID da chave)
Parâmetro do cabeçalho JOSE e membro da JWK que indica qual chave assinou ou criptografou um token, para o verificador achar a chave certa no JWKS na rotação.
Kyber (CRYSTALS-Kyber)
A proposta da rodada 3 do NIST que deu origem ao ML-KEM; implantada cedo no TLS híbrido (X25519Kyber768Draft00), não é interoperável com o ML-KEM padronizado.

L

LibrePGP
Uma especificação do OpenPGP mantida pelo autor do GnuPG (draft-koch-librepgp) que dá continuidade à linha da RFC 4880bis com chaves v5 e sua própria criptografia composta com Kyber, incompatível com as chaves v6 da RFC 9580.
Limite de 10 consultas DNS do SPF
A regra da RFC 7208 segundo a qual a avaliação de um registro SPF pode acionar no máximo 10 mecanismos e modificadores que consultam o DNS (include, a, mx, ptr, exists, redirect); acima disso, o resultado é permerror.
LMS e HSS (assinaturas de Leighton–Micali)
O esquema de assinatura com estado baseado em hash da RFC 8554 e do NIST SP 800-208, em que uma árvore de Merkle de chaves de uso único de Winternitz assina um número fixo de mensagens e o HSS empilha árvores para assinar mais.

M

Maleabilidade da assinatura
A propriedade de um esquema de assinatura ou da sua codificação que permite a qualquer pessoa transformar uma assinatura válida em outra assinatura válida, diferente, para a mesma mensagem e a mesma chave, sem conhecer a chave privada.
MD5
A função de hash de 128 bits criada por Ron Rivest em 1991 (RFC 1321), quebrada para colisões desde 2004 e para colisões de prefixo escolhido desde 2007, e insegura para qualquer uso de segurança em que um atacante possa influenciar a entrada.
mDL (habilitação digital)
Uma carteira de habilitação ou identidade estadual armazenada no celular como um mdoc ISO/IEC 18013-5, apresentada pessoalmente, por NFC ou Bluetooth, ou online, com cada elemento de dados revelado separadamente e assinado pela autoridade emissora.
mdoc (documento móvel ISO/IEC 18013-5)
O formato de credencial baseado em CBOR da ISO/IEC 18013-5, criado para habilitações digitais, em que o emissor assina os digests de cada elemento em um Mobile Security Object e o dispositivo prova a posse com a própria chave.
ML-DSA (FIPS 204)
O algoritmo de assinatura digital baseado em reticulados de módulo do FIPS 204 (agosto de 2024), derivado do CRYSTALS-Dilithium e principal assinatura pós-quântica do NIST, com os conjuntos de parâmetros ML-DSA-44, ML-DSA-65 e ML-DSA-87.
ML-KEM (FIPS 203)
O mecanismo de encapsulamento de chave baseado em reticulados de módulo do FIPS 203 (agosto de 2024), derivado do CRYSTALS-Kyber: a troca de chaves pós-quântica padrão, com os conjuntos de parâmetros ML-KEM-512, ML-KEM-768 e ML-KEM-1024.
mlkem768x25519-sha256
A troca de chaves híbrida do SSH que combina ML-KEM-768 com X25519 e SHA-256, padronizada na RFC 10042 e padrão do OpenSSH desde a versão 10.0 (abril de 2025).
MTA-STS (segurança de transporte no SMTP)
O mecanismo da RFC 8461 pelo qual um domínio de e-mail publica, via HTTPS, uma política que exige que os remetentes entreguem mensagens apenas por TLS, com certificado válido, aos hosts MX listados.
mTLS (TLS mútuo)
TLS em que o cliente também se autentica com um certificado e uma assinatura CertificateVerify, de modo que as duas pontas provam a posse de chaves privadas; comum no tráfego entre serviços, em dispositivos e em tokens restritos ao remetente (sender-constrained) do OAuth.
Multisig Safe (conta inteligente Safe)
A carteira de contrato inteligente mais usada no Ethereum, que só executa uma transação quando um número mínimo (threshold) de proprietários assinou o hash EIP-712 SafeTx da transação; as assinaturas podem ser ECDSA, assinaturas de contrato (ERC-1271) ou aprovações on-chain.
MuSig2
O esquema de multiassinatura em duas rodadas da BIP-327 em que n signatários produzem juntos uma única assinatura Schnorr BIP-340, válida sob uma única chave pública agregada e indistinguível, na cadeia, de um gasto com um só signatário.

N

Name Constraints (restrições de nome)
A extensão X.509 (OID 2.5.29.30), permitida apenas em certificados de CA, que limita os nomes que os certificados subordinados podem conter por meio de subárvores permitidas e excluídas de nomes DNS, faixas de IP, domínios de e-mail e nomes de diretório.
NIST IR 8547
O “Transition to Post-Quantum Cryptography Standards” (transição para os padrões de criptografia pós-quântica) do NIST, rascunho público inicial de novembro de 2024, que propõe descontinuar depois de 2030 os algoritmos vulneráveis à computação quântica com segurança de 112 bits e proibir todos eles depois de 2035.
Nível de segurança (bits de segurança)
Uma medida da força criptográfica em que s bits significa que o melhor ataque conhecido precisa de cerca de 2ˢ operações, usada para comparar tamanhos de chave entre algoritmos como AES-128, P-256 e RSA-3072.
Nome distinto (DN)
O nome hierárquico do X.500 usado para o titular e o emissor de um certificado, formado por pares atributo–valor como CN, O, OU, L, ST e C.
Nonce (k do ECDSA)
Número usado uma só vez; nas assinaturas ECDSA, DSA e Schnorr, é o segredo k de cada assinatura, que também deve ser imprevisível e uniformemente distribuído.
Normalização low-S
A regra segundo a qual o valor s de uma assinatura ECDSA deve ficar na metade inferior do intervalo (s ≤ n/2), adotada pelo Bitcoin e pelo Ethereum para eliminar a maleabilidade de assinatura inerente ao ECDSA.
Nostr
Um protocolo descentralizado de rede social e de mensagens em que os usuários são pares de chaves secp256k1 e cada evento é um objeto JSON identificado pelo seu hash SHA-256 e assinado com uma assinatura Schnorr BIP-340.
Notarização da Apple
A análise automatizada de malware da Apple para software de Mac assinado com Developer ID: os desenvolvedores enviam os builds com o notarytool, a Apple devolve um tíquete que o Gatekeeper verifica, e esse tíquete pode ser anexado ao app ou ao instalador (stapling).
Número de série do certificado
O inteiro positivo, único por emissor e com no máximo 20 octetos, que identifica um certificado em CRLs, requisições OCSP e relatórios de incidentes.

O

OAuth 2.0
O framework de autorização da RFC 6749 (2012) em que um servidor de autorização emite tokens de acesso para os clientes, que assim chamam APIs com permissões delegadas e de escopo limitado, em vez de usar as senhas dos usuários.
OCSP (protocolo de status de certificados)
O protocolo da RFC 6960 em que um cliente pergunta ao respondedor de uma CA se um certificado específico foi revogado e recebe uma resposta assinada (good, revoked ou unknown) com uma janela de validade.
OCSP stapling
Um recurso do TLS em que o servidor obtém uma resposta OCSP recente para o próprio certificado e a envia no handshake, o que poupa os clientes de uma consulta à CA que prejudica a privacidade.
OID (identificador de objeto)
Uma sequência de inteiros separados por pontos, globalmente única, como 1.2.840.10045.2.1, atribuída por meio de uma árvore de registro delegada e usada no ASN.1 para nomear algoritmos, curvas, extensões e políticas.
OIDC (OpenID Connect)
A camada de identidade sobre o OAuth 2.0 (OpenID Connect Core 1.0, 2014) que permite a um cliente verificar quem é o usuário por meio de um token de ID assinado e obter claims de perfil de um endpoint UserInfo.
OpenID4VP (apresentações verificáveis)
O protocolo da OpenID Foundation (Final 1.0, julho de 2025) pelo qual um verificador solicita credenciais a uma carteira e recebe uma apresentação; baseia-se no OAuth 2.0 e é usado pela carteira digital de identidade da UE (EUDI Wallet).
OpenPGP
O padrão da IETF para criptografia de chave pública e assinatura de mensagens e arquivos com chaves gerenciadas pelo próprio usuário (RFC 9580, julho de 2024), implementado pelo GnuPG, pelo Sequoia, pelo OpenPGP.js e por outros.

P

P-256 (secp256r1)
A curva elíptica do NIST sobre um corpo primo de 256 bits, também chamada de secp256r1 e prime256v1, que oferece cerca de 128 bits de segurança e é a curva mais usada em ECDSA e ECDH.
P-384 (secp384r1)
A curva elíptica do NIST sobre corpo primo com ordem de 384 bits, que oferece cerca de 192 bits de segurança, exigida pela suíte CNSA 1.0 da NSA e comum em hierarquias governamentais e de CAs.
P-521 (secp521r1)
A maior curva prima do NIST, definida sobre o primo de Mersenne 2⁵²¹ − 1, com cerca de 256 bits de segurança; no JOSE, ES512 significa ECDSA na P-521 com SHA-512, e não uma curva de 512 bits.
PAdES
O perfil do ETSI para assinaturas em PDF (EN 319 142) destinado a assinaturas eletrônicas avançadas no âmbito do eIDAS, com os níveis básicos B-B, B-T (com carimbo do tempo), B-LT (com dados de validação incorporados) e B-LTA (com carimbos do tempo de arquivamento).
Par de chaves
Chave privada e chave pública ligadas matematicamente, geradas juntas para um algoritmo assimétrico e idealmente um só uso, como assinatura ou acordo de chaves.
PASETO (Platform-Agnostic Security Tokens)
Um formato de token criado como alternativa mais simples ao JOSE, com protocolos versionados em vez de algoritmos negociáveis: os tokens v4.public são assinados com Ed25519, e os tokens v4.local são criptografados com XChaCha20 e autenticados com BLAKE2b com chave.
PEM
O empacotamento em texto de dados DER como base64 entre as linhas -----BEGIN rótulo----- e -----END rótulo-----, padronizado para objetos PKIX na RFC 7468 e usado pela maioria das ferramentas para armazenar certificados e chaves.
permit (EIP-2612 e Permit2)
Aprovações de tokens por assinatura: uma assinatura EIP-712 off-chain autoriza um spender a movimentar tokens, substituindo uma transação approve on-chain, seja por token (EIP-2612), seja pelo contrato compartilhado Permit2 da Uniswap.
personal_sign
O método JSON-RPC de carteira do Ethereum que assina uma mensagem com o prefixo da versão 0x45 da EIP-191 e retorna uma assinatura r‖s‖v de 65 bytes; é o padrão para login e para a assinatura simples de mensagens.
PIV (verificação de identidade pessoal)
O padrão federal dos EUA para cartões inteligentes (FIPS 201-3, 2022) e sua interface de cartão (SP 800-73), cujos slots de chave 9A, 9C, 9D e 9E guardam as chaves de autenticação, de assinatura, de gerenciamento de chaves e de autenticação do cartão; YubiKeys e outros tokens o implementam.
PKCE (chave de prova para troca de código)
A extensão do OAuth da RFC 7636 em que o cliente envia um hash de um code_verifier aleatório na requisição de autorização e o próprio verificador na requisição de token, de modo que um código de autorização interceptado não serve para nada.
PKCS #8
O contêiner de chave privada independente de algoritmo (PrivateKeyInfo, RFC 5208; OneAsymmetricKey, RFC 5958), armazenado em PEM como -----BEGIN PRIVATE KEY----- ou, quando protegido por senha, -----BEGIN ENCRYPTED PRIVATE KEY-----.
PKCS #12 (PFX)
O formato de arquivo protegido por senha da RFC 7292, normalmente salvo como .p12 ou .pfx, que reúne uma chave privada e sua cadeia de certificados para importação em navegadores, Windows, macOS, Java e Android.
Problema do número oculto
O problema de reticulados de recuperar um segredo a partir de muitas relações lineares com ruído que revelam alguns dos bits dele; é o que transforma pequenos vieses ou vazamentos nos nonces do ECDSA e do DSA na recuperação completa da chave privada.
Proteção contra downgrade
Mecanismos que impedem um atacante de forçar duas partes compatíveis com uma versão de protocolo ou um algoritmo forte a usar uma opção mais fraca, como o valor sentinela do TLS 1.3 em ServerHello.random.
Proveniência de build
Um registro assinado e verificável de como um artefato foi produzido — repositório de origem e commit, plataforma de build, workflow e entradas — que permite aos consumidores verificar se um pacote veio do código-fonte e do pipeline esperados.
Proveniência do npm (npm provenance)
Proveniência SLSA assinada, anexada aos pacotes npm publicados a partir de CIs compatíveis (com disponibilidade geral desde 26 de setembro de 2023), que vincula cada versão do pacote ao repositório de origem, ao commit e ao workflow de build.
PS256
O algoritmo JWS RSASSA-PSS com SHA-256 e MGF1-SHA-256 (RFC 7518 §3.5), que usa as mesmas chaves RSA do RS256 com o padding PSS aleatorizado e de segurança demonstrável.
PSBT (transação Bitcoin parcialmente assinada)
O formato de intercâmbio da BIP-174 (versão 0) e da BIP-370 (versão 2) que transporta uma transação não assinada e todos os dados de que os signatários precisam, para que carteiras, dispositivos de hardware e coordenadores possam assinar em etapas separadas.
Publicação confiável (trusted publishing)
Publicar pacotes em um registro a partir do CI com uma credencial de curta duração baseada em OIDC, em vez de um token de API de longa duração; o recurso foi introduzido pelo PyPI em abril de 2023 e é oferecido pelo npm (com disponibilidade geral em julho de 2025), pelo RubyGems, pelo crates.io e por outros.

Q

QUIC
O protocolo de transporte sobre UDP (RFC 9000) que integra o handshake TLS 1.3 (RFC 9001), criptografa quase todos os metadados de transporte e leva o HTTP/3.

R

Recuperação da chave pública ECDSA
O cálculo da chave pública do signatário a partir de uma assinatura ECDSA e do hash da mensagem (SEC 1 §4.1.6), que a assinatura de mensagens no Ethereum e no Bitcoin usa em vez de transmitir a chave.
Rede de confiança (web of trust)
O modelo de confiança descentralizado do OpenPGP, em que os usuários certificam as chaves uns dos outros e cada usuário decide quanto confia em quem certifica, em vez de depender de autoridades certificadoras.
Regras para remetentes em massa (Gmail, Yahoo, Microsoft)
Regras que o Gmail e o Yahoo (desde fevereiro de 2024) e a Microsoft (desde maio de 2025) aplicam a remetentes de mais de cerca de 5.000 mensagens por dia: SPF, DKIM, um registro DMARC alinhado e cancelamento de inscrição com um clique.
Resistência a phishing
A propriedade de um método de autenticação pela qual um site imitador não consegue capturar e reutilizar credenciais, obtida quando o autenticador vincula criptograficamente sua resposta à origem real, como fazem o WebAuthn e o TLS com certificado de cliente.
Retomada de sessão TLS
Restabelecer uma sessão TLS a partir de segredos de uma conexão anterior, o que dispensa a autenticação por certificado, economiza processamento e, no TLS 1.3, pode levar dados 0-RTT.
RFC 6979 (ECDSA determinístico)
A especificação de 2013, de Thomas Pornin, que deriva o nonce k do DSA ou do ECDSA a partir da chave privada e do hash da mensagem com HMAC-DRBG, de modo que assinar não exige gerador de números aleatórios.
Root store (trust store)
O conjunto de certificados de CA raiz em que um sistema operacional, um navegador ou um runtime confia como âncoras para a validação de caminho de certificação, mantido por um programa de raiz com política própria.
Rotação de chaves
Substituição de uma chave criptográfica por uma nova, periodicamente ou após um incidente, mantendo a verificação funcionando durante a transição, em geral com a publicação das chaves antiga e nova lado a lado.
RS256
O algoritmo JWS RSASSA-PKCS1-v1_5 com SHA-256 (RFC 7518 §3.3), o padrão histórico dos provedores OpenID Connect, com assinaturas do tamanho do módulo RSA (256 bytes para chaves de 2048 bits).
RSA
O criptossistema de chave pública de Rivest, Shamir e Adleman (1977), cuja segurança se baseia na dificuldade de fatorar um módulo grande n = p·q e que é usado para assinaturas e, historicamente, para transporte de chaves.
RSA-OAEP
A criptografia RSA com Optimal Asymmetric Encryption Padding (RFC 8017 §7.1), usada no JWE como RSA-OAEP (SHA-1) e RSA-OAEP-256 (SHA-256) para encapsular chaves de conteúdo, em substituição à criptografia PKCS #1 v1.5, vulnerável a ataques.
RSASSA-PKCS1-v1_5
O padding determinístico de assinatura RSA do PKCS #1 v1.5 (RFC 8017 §8.2), que envolve o hash em um DigestInfo ASN.1 completado com bytes 0xFF; é o RS256 do JWT e a assinatura RSA mais comum em X.509.
RSASSA-PSS
O esquema de assinatura RSA aleatorizado do PKCS #1 v2.1 e versões posteriores (RFC 8017 §8.1), que codifica o hash com um salt aleatório e a função de máscara MGF1 e tem uma prova de segurança justa (tight), que falta ao PKCS #1 v1.5.

S

S/MIME
O padrão para assinar e criptografar e-mails com certificados X.509 e CMS (RFC 8551, S/MIME 4.0), integrado ao Outlook, ao Apple Mail e ao Thunderbird e regido, no caso dos certificados públicos, pelos S/MIME Baseline Requirements do CA/Browser Forum.
SAML 2.0
O padrão XML da OASIS (março de 2005) para trocar asserções assinadas de autenticação e de atributos entre um provedor de identidade e provedores de serviço, ainda hoje a base do logon único corporativo.
SBOM (lista de materiais de software)
Um inventário legível por máquina dos componentes, das versões, das licenças e das relações de dependência de um software, expresso principalmente em SPDX ou CycloneDX e usado para gestão de vulnerabilidades e conformidade.
SCT (Signed Certificate Timestamp)
A promessa assinada de um log CT de incluir um certificado ou pré-certificado no seu log público, entregue aos clientes incorporada ao certificado, em uma extensão TLS ou em uma resposta OCSP enviada por OCSP stapling.
SD-JWT (divulgação seletiva para JWTs)
O formato da RFC 9901 (novembro de 2025) em que um emissor assina digests com salt das claims e o portador revela só as claims escolhidas enviando as disclosures correspondentes, opcionalmente com um JWT de vinculação de chave.
SD-JWT VC
O Internet-Draft da IETF que define um perfil do SD-JWT para credenciais digitais verificáveis, com typ dc+sd-jwt, uma claim de tipo de credencial vct, status e descoberta da chave do emissor; é um dos dois formatos de credencial das carteiras da UE.
SEC 1 ECPrivateKey
A estrutura de chave privada de curva elíptica do SEC 1 e da RFC 5915, gravada pelo OpenSSL como -----BEGIN EC PRIVATE KEY-----, que armazena o escalar e, opcionalmente, os parâmetros da curva e o ponto público.
secp256k1
A curva elíptica de Koblitz de 256 bits y² = x³ + 7 (SEC 2), escolhida pelo Bitcoin e também usada no Ethereum e no Nostr, com cerca de 128 bits de segurança.
Secure Enclave
O coprocessador de segurança isolado da Apple nos chips de iPhone, iPad, Mac e Apple Watch, que cria chaves não exportáveis e assina ou descriptografa dentro do chip, com liberação opcional por Face ID, Touch ID ou pelo código do dispositivo.
security.txt
Um arquivo de texto servido em /.well-known/security.txt (RFC 9116) que informa aos pesquisadores de segurança como relatar vulnerabilidades ao dono do site.
Senha
Uma sequência secreta de caracteres memorizada pelo usuário e verificada por um servidor, o autenticador mais comum e mais vulnerável a phishing, que o NIST SP 800-63B-4 regula por comprimento, listas de bloqueio e regras de armazenamento, e não por complexidade.
Serviço de metadados FIDO (MDS)
O feed assinado da FIDO Alliance com as declarações de metadados dos autenticadores certificados — AAGUIDs, certificados raiz de atestado, recursos e status de certificação —, usado para verificar o atestado.
SHA-1
A função de hash de 160 bits do FIPS 180-1 (1995), hoje quebrada na prática para colisões e que o NIST está retirando de toda proteção criptográfica até 31 de dezembro de 2030.
SHA-2
A família de funções de hash do FIPS 180-4 — SHA-224, SHA-256, SHA-384, SHA-512, SHA-512/224 e SHA-512/256 —, projetada pela NSA e publicada em 2001, que hoje fornece os hashes padrão em quase todo lugar.
SHA-3
A família de hash baseada no Keccak padronizada no FIPS 202 (2015) — SHA3-224, SHA3-256, SHA3-384, SHA3-512 e as funções de saída extensível SHAKE128 e SHAKE256 —, construída sobre uma esponja, e não sobre Merkle–Damgård.
SHA-256
O membro de 256 bits da família SHA-2 (FIPS 180-4), hash padrão do TLS, do JWT, do X.509, do Bitcoin e da maioria das ferramentas de integridade de arquivos, com resistência de 128 bits a colisões e de 256 bits a pré-imagens.
SHAKE128 e SHAKE256
As funções de saída extensível (XOFs) do FIPS 202, que produzem uma saída de qualquer comprimento pedido a partir da esponja Keccak, com segurança de 128 e 256 bits, respectivamente, para saídas longas o suficiente.
Sigstore
Um serviço de assinatura de código aberto que certifica chaves efêmeras para identidades OIDC (Fulcio) e registra as assinaturas publicamente (Rekor), para que artefatos possam ser assinados e verificados sem chaves de longo prazo.
SIWE (Sign-In with Ethereum)
O formato de mensagem da ERC-4361 para fazer login com uma conta Ethereum: um texto legível por humanos com domínio, endereço, URI, versão, ID da cadeia, nonce e data de emissão, assinado com personal_sign.
SLH-DSA (FIPS 205)
O algoritmo de assinatura digital sem estado baseado em hash (Stateless Hash-Based Digital Signature Algorithm) do FIPS 205 (agosto de 2024), derivado do SPHINCS+, cuja segurança depende apenas de funções de hash, ao custo de assinaturas de 7,8–50 KB e de lentidão para assinar.
SLSA (níveis da cadeia de suprimentos)
Um framework da OpenSSF de níveis incrementais de integridade do build e do código-fonte — por exemplo, o Build L3 significa proveniência gerada por uma plataforma de build reforçada e isolada —, cuja especificação atual é a v1.2 (novembro de 2025).
SNI (Server Name Indication)
A extensão do TLS (RFC 6066 §3, extensão 0) na qual o cliente indica o nome do host que deseja, para que um único endereço IP possa servir muitos certificados; ela é enviada em texto claro, a menos que se use o Encrypted Client Hello.
sntrup761x25519-sha512
A troca de chaves do SSH que combina o Streamlined NTRU Prime sntrup761 com o X25519 e usa SHA-512 como hash, padrão do OpenSSH da versão 9.0 (2022) até ser substituída pela mlkem768x25519-sha256 na 10.0.
SPF (Sender Policy Framework)
A política da RFC 7208 publicada no DNS que lista quais hosts podem enviar e-mails usando um domínio no envelope SMTP (MAIL FROM ou HELO), verificada pelos receptores com base no endereço IP da conexão.
SSH (Secure Shell)
O protocolo das RFC 4251–4254 para login remoto, execução de comandos, transferência de arquivos e encaminhamento de portas com autenticação e criptografia, no qual o servidor se autentica com uma chave de host e os usuários, com chaves, certificados ou senhas.
SSHSIG (assinaturas SSH)
O formato do OpenSSH para assinar dados arbitrários com chaves SSH (ssh-keygen -Y sign), que vincula um namespace a cada assinatura e é a base dos commits do Git assinados com SSH e da verificação por lista de signatários permitidos (allowed signers).
STARTTLS
Um comando de protocolo que converte em TLS uma conexão já aberta em texto claro — no SMTP (RFC 3207), IMAP, POP3, LDAP e XMPP — e que está sujeito a downgrade, a menos que uma política exija TLS.
Subject Alternative Name (SAN)
A extensão X.509 (OID 2.5.29.17) que lista os nomes DNS, endereços IP, endereços de e-mail ou URIs para os quais um certificado é válido, e o único campo que os navegadores usam para conferir o nome de host de um servidor.
SubjectPublicKeyInfo (SPKI)
A estrutura ASN.1 da RFC 5280 que combina um identificador de algoritmo com os bits da chave pública, usada dentro de todo certificado X.509 e como formato padrão de arquivo de chave pública (-----BEGIN PUBLIC KEY-----).

T

Taproot
O soft fork do Bitcoin das BIPs 340, 341 e 342, ativado no bloco 709.632 em 14 de novembro de 2021, que introduziu as assinaturas Schnorr e as saídas P2TR vinculadas a uma chave e, opcionalmente, a uma árvore de scripts.
TLS (Transport Layer Security)
O protocolo da IETF que autentica um servidor (e, opcionalmente, um cliente) e criptografa um fluxo de bytes entre eles, usado pelo HTTPS, pelo e-mail, por APIs e pela maioria dos outros protocolos da Internet; a versão atual é a 1.3.
TLS 1.2
A versão de 2008 do TLS (RFC 5246), ainda com amplo suporte, que introduziu as cipher suites AEAD e o SHA-256, mas precisa de duas idas e voltas e permite opções fracas que o TLS 1.3 removeu.
TLS 1.3
A versão atual do TLS, publicada como RFC 8446 em 2018 e revisada como RFC 9846 em 2026, com handshake de uma ida e volta, forward secrecy obrigatório, apenas cipher suites AEAD e handshake criptografado.
Token de acesso
A credencial que um cliente OAuth apresenta a um servidor de recursos para chamar uma API em nome de um usuário ou de si mesmo: uma string opaca verificada por introspecção ou um JWT autocontido.
Token de ID
O JWT que um provedor OpenID Connect emite a um cliente para afirmar que um usuário se autenticou, assinado pelo provedor e com pelo menos as claims iss, sub, aud, exp e iat.
Troca de chaves (estabelecimento de chaves)
Etapa de um protocolo em que duas partes obtêm, por um canal inseguro, um segredo compartilhado do qual se derivam as chaves de sessão, seja por acordo de chaves Diffie–Hellman, seja por encapsulamento de chave.
Troca de chaves híbrida
Uma troca de chaves que combina um algoritmo clássico, como o X25519, com um KEM pós-quântico, como o ML-KEM, de modo que a sessão continua secreta enquanto pelo menos um dos componentes não for quebrado.
TUF (The Update Framework)
Uma especificação para atualizações de software seguras, graduada na CNCF em 2019, que divide a assinatura nos papéis root, targets, snapshot e timestamp, com limiares e expiração, para resistir ao comprometimento de chaves.
typ (cabeçalho de tipo JOSE)
O parâmetro de cabeçalho JOSE que declara o tipo de mídia do token inteiro, como JWT, at+jwt, dpop+jwt ou kb+jwt, usado para a tipagem explícita, de modo que um tipo de token não possa ser substituído por outro.

V

Validação de domínio (DV)
O nível de validação de certificados em que a CA verifica apenas se o solicitante controla os nomes de domínio do certificado, por desafios DNS, HTTP ou TLS-ALPN, e nada sobre a organização.
Validação de organização (OV)
O nível de validação de certificados em que a CA verifica, além do controle do domínio, a existência jurídica, o nome e o endereço da organização solicitante e os inclui no titular do certificado.
Validação do caminho de certificação
O algoritmo da RFC 5280 §6 que decide se uma cadeia que vai de uma âncora de confiança até um certificado de entidade final é válida, verificando assinaturas, períodos de validade, nomes, restrições, políticas e revogação.
Validação estendida (EV)
O nível mais rigoroso de validação de certificados TLS, definido pelas diretrizes EV (EV Guidelines) do CA/Browser Forum, em que a CA verifica a existência jurídica, física e operacional da organização e inclui no certificado os detalhes de registro dela.
Verificação de assinatura
A checagem com chave pública de que uma assinatura foi gerada sobre exatamente esta mensagem pela chave privada que corresponde a uma dada chave pública, com um algoritmo escolhido de antemão pelo verificador.
Verificação do usuário (UV)
A checagem local, feita pelo autenticador, de que o usuário autorizado está presente e foi identificado — por biometria, PIN ou senha do dispositivo —, sinalizada pela flag UV nos dados do autenticador do WebAuthn.
Vida útil do certificado (período de validade)
O intervalo entre o notBefore e o notAfter de um certificado, com os dois extremos incluídos; para certificados TLS publicamente confiáveis, o máximo é de 200 dias desde 15 de março de 2026, caindo para 100 dias em 2027 e para 47 dias em 2029.
Vinculação de chave (vinculação ao portador)
Prova de que a parte que apresenta uma credencial controla uma chave privada indicada nela, para que uma credencial copiada não possa ser reapresentada por outra pessoa; implementada pelo JWT de vinculação de chave do SD-JWT e pela autenticação do dispositivo do mdoc.
VMC (certificado de marca verificada)
Um certificado X.509 que vincula um domínio ao logotipo de uma marca registrada para o BIMI, emitido após a validação da marca e da identidade, e que traz o logotipo SVG em uma extensão logotype.

W

Web Bot Auth
Uma iniciativa da IETF, baseada nas assinaturas de mensagens HTTP (HTTP Message Signatures), para que clientes automatizados, como crawlers e agentes de IA, assinem suas requisições com uma chave publicada, de modo que os sites possam identificá-los de forma confiável em vez de confiar em strings de user-agent ou faixas de IP.
WebAuthn (autenticação web)
A API de navegador do W3C (navigator.credentials.create e get com opções publicKey) pela qual os sites registram e usam credenciais de chave pública em autenticadores; o Level 3 se tornou Recomendação do W3C em 25 de agosto de 2026.
WKD (Web Key Directory)
Uma forma de publicar chaves OpenPGP no seu próprio domínio, em /.well-known/openpgpkey/, para que os clientes de e-mail obtenham por HTTPS a chave de um endereço de e-mail (draft-koch-openpgp-webkey-service).

X

X.509
O formato de certificado da ITU-T, com perfil para a Internet definido na RFC 5280, que vincula uma chave pública a um nome de titular e a extensões sob a assinatura de uma autoridade certificadora emissora.
x5c (cabeçalho de cadeia de certificados X.509)
O parâmetro de cabeçalho JOSE e membro de JWK que transporta uma cadeia de certificados X.509 como um array de certificados DER codificados em base64 (não base64url), o primeiro deles contendo a chave de assinatura.
X25519
A função Diffie–Hellman sobre a Curve25519 definida na RFC 7748, com chaves de 32 bytes e um segredo compartilhado de 32 bytes, usada para troca de chaves no TLS 1.3, no SSH, no WireGuard, no Signal e no age.
X25519MLKEM768
O grupo de troca de chaves híbrida 0x11EC do TLS 1.3 (RFC 10024), que une ML-KEM-768 e X25519: o padrão pós-quântico dos navegadores atuais, do OpenSSL e do Go.
XAdES
O formato do ETSI para assinaturas eletrônicas avançadas em XML (EN 319 132), que estende o XML-DSig com propriedades assinadas, como o horário da assinatura e o digest do certificado, e com os níveis de longo prazo B-T, B-LT e B-LTA.
XMSS e XMSS^MT
O eXtended Merkle Signature Scheme (esquema de assinatura de Merkle estendido) da RFC 8391 e do NIST SP 800-208, uma assinatura com estado baseada em hash construída sobre chaves de uso único WOTS+, com uma variante de múltiplas árvores para maior capacidade de assinatura.
xpub (chave pública estendida)
Uma chave pública estendida da BIP-32 — chave pública mais código de cadeia — capaz de derivar todas as chaves públicas filhas não endurecidas e todos os endereços abaixo dela, usada por carteiras somente leitura (watch-only) e servidores de pagamento.

#

0-RTT (dados antecipados do TLS)
O recurso do TLS 1.3 que permite a um cliente que retoma uma sessão enviar dados de aplicação já na primeira leva de mensagens, criptografados com uma chave de uma sessão anterior, ao custo da proteção contra repetição e do forward secrecy desses dados.

Por tema

Assinaturas · 52 termos

JOSE e JWT · 39 termos

PKI e certificados · 69 termos

TLS · 65 termos

E-mail · 18 termos

Web3 · 33 termos

Pós-quântica · 34 termos

Identidade e WebAuthn · 53 termos

Cadeia de suprimentos · 30 termos

OpenPGP · 9 termos

Matemática · 48 termos