O BLAKE2 deriva do BLAKE, finalista do SHA-3, e usa uma iteração no estilo HAIFA que resiste a ataques de extensão de comprimento. Ele tem suporte nativo a chave (um modo MAC sem HMAC), parâmetros de salt e de personalização e variantes de hash em árvore. Vetor de teste: o BLAKE2b-512 da string vazia começa com 786a02f742015903.
Ele aparece no Argon2 (o hash de senhas da RFC 9106 usa o BLAKE2b internamente), no WireGuard (BLAKE2s para hash e como MAC), nos tokens locais do PASETO v4 (BLAKE2b com chave como MAC; a v2 o usa para derivar nonces), no crypto_generichash da libsodium, no Zcash e em muitos armazenamentos endereçados por conteúdo. O BLAKE3 (2020) é um sucessor separado, mais rápido e baseado em árvore, com especificação própria.
O BLAKE2 não é um hash aprovado pelo NIST, então módulos validados pelo FIPS não podem usá-lo em serviços aprovados. Em software sem instruções de hash, ele costuma ser mais rápido que o SHA-256, mas em CPUs com extensões SHA a vantagem se inverte: em um núcleo do Apple M4 Max, o OpenSSL 3.6.5 calcula o hash BLAKE2b-512 a cerca de 1,27 GB/s e o SHA-256 a 2,85 GB/s.